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domingo, 30 de janeiro de 2011

Venha sem demora


Venha no calor do fogo
cobrir-me com a chama
do teu manto quente de amor
Saberei o que te ofertar

Venha na calmaria do mar 
mergulhar meu corpo nas 
águas da tua exaustão
Saberei como te acalmar

Venha sem demora 
meu sangue borbulha
minha pele ferve
e meu desejo implora

Chegue antes que encontre
um corpo derretido
aos teus pés! 

sábado, 29 de janeiro de 2011

Sei que existes


Não sei quem tu és
Sei apenas onde vives
Vives logo alí tão distante
depois das águas gélidas do oceano
do lacrimejar morno dos meus olhos
das batidas ocas do meu coração
Na hora do brilho dos meus olhos
E antes do cessar dos meus lábios!

Bondoso rouxinol


Voa rouxinol por este sertão afora
por entre a copa das árvores
e as sementes deste chão
Procure por todas as flores
ouvindo o pulsar do meu coração

Pouse rouxinol em um lindo jardim
E encontre a minha rosa perfumada
Cante forte e cante alto
avise toda a passarada
e traga ela para mim...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Meu último poema

Antes do cortar dos pulsos
do sangrar no papel
do último suspiro
do coagular do sangue
da rigidez da carne...
Sem despedidas
lágrimas vermelhas
pintam meu último
poema!

Gotejar de amor (dedicatória)

Se meus olhos não contemplam os teus
se tuas mãos não aquecem as minhas
Desolada fecho os olhos molhados
E sinto-te dissolvendo em minha boca
como estrelinhas de algodão doce
De lábios a gotejar de tanto amor
toda a eternidade esperarei
por ti

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Imensamente feliz

 
Esperei por ti de joelhos
Religiosamente todos os dias
de minha fragmentada vida
Sem lhe conhecer, acreditava em ti
Hoje sinto tuas gotas
derramando em mim como chuva
lavando meus medos e dores
E agora não consigo...
Não consigo acreditar
que sou feliz
Imensamente feliz contigo!




sábado, 22 de janeiro de 2011

A rosa perfumada II


Todos os dias eu estendo meu olhar
para além das belas montanhas
e sigo rumo a mais distante
Caminho descalça por entre as pedras
cheia de esperança vou colher flores
sigo desolada rumo ao sol nascente
E antes que ele seque o orvalho da manhã
minhas mãos sangram  entre os espinhos
procurando pela minha Rosa perfumada
Colhi tantas que nem sei
Mas a minha eu nunca encontrei
Aquela que espero levar-me nos braços
para perfumar a minha tão triste vida
Antes que eu não tenha mais força
para caminhar sozinha...



sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Coração de amante


Durma devagarinho meu amor
Um vento morno vai invadir teu quarto
como um lençol cobrir-te o corpo
abraçar a rigidez da tua alma
E fazer-te brilhar mais que o sol
até as estrelas caírem dos céus
aquelas que recolho dos teus lábios
para a iluminar os meus
Acorde meu amor, acorde...
A felicidade tem lugar nos corações
dos amantes!


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Lágrimas

Como eu queria sentir o perfume
das flores que tão pouco trazem-me
deitar-me sobre esta lápide fria
Olhar para a moçinha na foto
e sorrir como ela desejou um dia


Ah! Como eu queria ter provado 
ao menos uma vez a metade do amor
enquanto eu ainda podia sonhar


Hoje afogada em lágrimas
não posso querer mais nada
Ouso procurar-te meu amor
mas nem sei onde estão
os meus passos...

Manhãs de poeta

Todas as manhãs os anjos derramam
pózinho de nuvem sobre os poetas
E depois tocam vendo os sonhos
que cada um deles tem nas mãos
se transformando em gotas de poesia
E antes que o sol seque o orvalho
da mais linda flor
chamam-os pelo nome...

sábado, 15 de janeiro de 2011

O sal dos meus olhos























Se o entardecer vier me amornar a face
o luar lentamente me banhar o corpo
a eternidade sussurar desilusão
e o sol nunca mais voltar
Para sempre eu estarei aqui
deitada nesta mesma pedra
a que lapido todos os dias
com o sal dos meus olhos
tentando encontrar os teus...


HAICAI



                                                                         Haicai 1

                                                           Vento suave-
                                               Flores numa janela
                                               cama colorida

Nua para ti

Eu não quero
saber quem tu és
sei teu nome
sei que existe
E isso é saber demais
Eu quero que venha
sentir comigo o calor
da minha alma nua e
renascida para te amar
É assim que eu te amo
simplesmente nua
Nua para ti

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Uma cadeira que balança

Em cada novo dia
entre as pedras do céu
em meio a areia do vento
Esperei por ti...

Cada flor que eu colhia
nas tardes de solitário véu
num silêncio frio, lamentei e
Esperei por ti...

Numa cadeira que balança
mãos secam um rosto
molhado de tanta alegria
Por vir-te hoje, iluminar
o meu último dia!

Um barquinho de papel

Lá vai um barquinho de papel
Dentro dele um coração tão pequenino
Ele vai navegando num rio
Às suas margens uma flor orvalhada
Corre em direção ao mar
Pálido o rosto, negros os cabelos
Olhos marejados guardam um segredo
ela não sabe esquecer
Apenas onde esperar...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ousei beijar-te

Tudo em mim desbotou-se
num oceano com lágrimas
de um espelho sem reflexo
Esqueci-me de morrer!

Disfarcei no rosto
coagulos vindos de dentro
ousei beijar-te os lábios
tão quentes e tão distantes

Será que eu pudia
beijar um sonho?
Hoje me falta o ar
e até o brilho dos olhos

Faria tudo novamente
nem que fosse para beijar
apenas uma vez
o ar que te toca!

Sede

Hoje pela manhã
quando o sol se despiu
procurei por ti
e me deitei de lado.
Apertei meu travesseiro
por entre as pernas
e recolhi o corpo...

E com toda força
te encontrei em mim
Tuas mãos, com sede
queriam águas
e as tirou de mim

Elas vertiam quentes
do rio e do mar...
Hoje te dei de beber
Mas quem matou a
sede fui eu !

Mãos ensanguentadas


Escrevo com a mão direita
Com a outra cravo uma lâmina afiada
no meu pobre coração
Quanto mais fundo ela penetra
mais intensamente meus versos jorram

Sinto-os quentes e borbulhantes
Sem rimas, brutos e inacabados

É por isso que escrevo
com as duas mãos
e de olhos fechados
Vendo apenas
a imensidão dos meus sonhos
Corroídos e malfadados...

domingo, 9 de janeiro de 2011

Poema em homenagem à Oscar Claude Monet - O poetar de um pincel

Ah! Como eu queria ter sido um dia
aquela Mulher de branco no teu jardim
enquanto tu a pintava sonhando
As águas da tua Ponte japoneza
Ou o verde da tua Impressão, nascer do sol

Ah! Como eu queria passear de canoa
por entre tuas ninféias... e sorrir para elas

Sentir o exalar de tinta fresca ao ver
nas tuas mãos o poetar de um pincel
dando vida à uma tela tão pálida e fria
mesmo quando dos teus olhos as cores fugiam
Ah! Como eu queria ter sido um dia
ao menos a moldura de um quadro teu!







Dueto sensual- Explosão de desejo




Ama-me loucamente sem freios
Sem pudor e sem reservas
Assim tão ofegante

 feche portas e janelas
Quero apenas o ar da tua boca
Sufoca-me de desejo
Explore meu corpo inteiro
Faça dele o teu abrigo
Tenha muita força

que tudo te darei
Molhando tua pele de delícias
Quero-te em gotas ardentes
Molhando meu ventre
Até que bebas de mim

 o doce que é teu!
(Neusa)

Oferte sem vergonha

a ofegância em frenesi
Sem pudícia e frescura
Em tresloucada ousadia
De pele em fogo explorada
Pela boca insana e vadia
Com a janela escancarada
Me receba com euforia
Tesos lábios contraídos
Soltam sons e melodia
Beijos quentes e despejados
Nessa perda de energia
Portas abertas derramam
Todo teu prazer embutido
Os corpos aqui proclamam
O teu gozo mais que merecido!
(Rickybar)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Em tuas mãos




                                                Pouso-me lentamente em teus dedos
                                                Quando teu coração sorrindo paupitar
                                                saberás que sou eu a presentear-te 
                                                com minha vida em tuas mãos

Espero por ti



É assim que sinto-te
coladinho em meu corpo
Assim que eu quero-te

a arrepiar meus poros
É sempre assim quando
clamando por ti eu choro
É gotejante que ansiosa espero

pelo glorioso dia de fogo
que molhada de paixão
sentirei-te inteiro em mim...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Molha-me





Eu sou a tua fome secreta de prazer
Sou teus desejos a te arrepiar
tuas estranhas fantasias
Eu sou teu Sol e o teu luar
Sou tudo, teu mundo, os teus dias
Molha-me com tuas águas quentes
E eu serei muito mais...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Numa praia deserta


Numa noite cinzenta de Janeiro
a areia fria de uma praia deserta
corta meus pés descalços
Deixo pegadas molhadas de sangue
com sede de te encontrar...
Eterno seja o luar
Amaldiçoado seja o Sol
se condenada não puder te amar!

Tira-me o fôlego

 
Hoje quando a noite vier me cobrir
deite-me em teus lençóis de seda
Me abençõe com o brilho
do teu olhar em chamas
queime minha pele
E tire-me o fôlego!

Eu sei todas as regras
e com fogo, desejo e paixão
hoje vou quebrá-las
Farei minhas próprias leis
Conheço todos os caminhos
Levar-te ei ao infinito
Fazendo-te transbordar!

Percorra-me como um veneno mortal
que me penetra as veias
E eu serei o teu melhor abrigo
o teu mais doce alimento
E nunca mais sentirás fome
Salvar-te ei a vida
Se somente esta noite
me tirares o fôlego!

Vem me amar

Vem aconchegar-te em meu colo
quente e úmido, que ansioso
espera  amar-te loucamente                                                            
Vem saber quem te chama
para saciar teus desejos
em àguas cálidas e ardentes
Vem acreditar que além de um corpo
tenho a alma pura e latejante 
para amar aquele que a fizer sonhar...


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Soneto- Um sorriso que seduz

 
 
Oh! Doce amor de minha vida
Mesmo que meu Sol se apague
desatando os nós da partida
E me congele todo o sangue

Serei tua de corpo e mente
como são teus estes olhos
Que aguardam te amar loucamente
Ao despertar dos meus sonhos

No silêncio de montes verdejantes
Cobertos por fios de ouro e seda
Onde o Sol e a Lua são amantes

E onde me quero pousada na luz
Do teu lindo sorriso de jasmim
Que me fascina, me domina e me seduz







 

No escuro do meu quarto


Neste quarto negro e vazio
não há porta e nem janela
Um cobertor de fogo não aquece
meu corpo amorfo e rígido

Estou sozinha, tão sozinha...

Meus gritos ecoam nas paredes
e vem a mim como flechas
Um oceano não me mata a sede
minha boca tem sal e febre

Estou triste, tão triste...

A escuridão é minha luz
tudo em mim são trevas
o sol não ilumina meu olhar
estou cega, caindo em sombras

Estou perdida, tão perdida...

Procuro por uma saída
tateando os cacos do chão
molhados em lágrimas de sangue
desespero, amor e paixão!

Estou indo, indo para ti...

domingo, 2 de janeiro de 2011

Os versos sensuais de um lobo poeta



Seus versos são tatuados com fogo
numa pele coberta por brasas dormentes
Desperta desejos despudorados

fazendo-os borbulhar de tão contentes

Vem! Por que tardas tanto?!
Meu corpo quer sentir o teu calor...
Tatue-me agora que eu deliro sim!
com as delícias do teu sabor

Por isso é que te leio transpirando
Tu aquece em mim a fera enfurecida

aquela que tem nos dedos finos
laços de fita colorida