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domingo, 22 de maio de 2011

Messalina



Quero o sal do teu corpo
aquele que arranco
nesta noite quente
quando em meus seios
tua boca se deita

Quero o sal do teu mar
aqueles que meus lábios
sugam numa sede louca
vadia e insana

Despudoradamente quero
Quero que entres em mim
e tire essa ânsia
que me assusta

E pela manhã me esqueça
A messalina parte quando
o Sol nasce!


segunda-feira, 16 de maio de 2011

O meu amor de fã - Á Eduardo Melo / Banda Nashville

Guardo somente para ti
num lugar onde só Deus conhece
Os meus melhores versos
Aqueles que escorrem
por entre meus dedos finos
quando extasiada ouço sua voz
A poesia maior!

sábado, 14 de maio de 2011

Fresta da porta

Que o Sol entre pela fresta da porta
E me traga o silêncio da tua boca
molhada de desejos
Teus olhos entreabertos
queimando como brasa
o amor que me salva
A noite pode esperar
as estrelas que te darei
de dentro do meu ser
pela fresta da porta

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Mar de fogo

Debruça-me atrás dos teus montes
onde o Sol exausto se deita
Sobre a relva madura
desfolhe meu corpo nu
Ouça meus sussuros inexistentes
Minhas palavras desconexas
A insensatez de minhas mãos
E, quando pela manhã renasceres
saberás que morreu num
mar de fogo!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Melodia muda

Há um vazio
no que resta de mim
O céu negro desabou-se
e a Terra ficou pequena
Não ouço mais a canção
que me fazia levitar
Danço sozinha no fio
de uma espada fria
uma melodia muda

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Frases e pensamentos

Ser poeta é escrever os pingos da alma.

Texto - Menina triste


Uma menininha encontrou uma escada, tão branquinha, com aroma de tinta fresca, cujos degraus alcancavam o céu. Sem pensar muito ela decidiu subí-la.
Devagar seus pezinhos tão frágeis foram tocando um desconhecido repleto de flores e espinhos, que em troca roubaram-lhe a inocência...
Um dia ela sentou-se no vigésimo sétimo degrau, viu a janela da sua alma, e chorou tanto que suas lágrimas derreteram os primeiros degraus, de modo que ela não pôde mais voltar.
Desde então, todas as noites e todas as manhãs a ouço chorar, ela chora baixinho, baixinho, tão doce e tão amargo. Somente eu sei o quanto ela chora, pois são meus olhos que choram por ela!

Haicai II


Vermes devoram
Folhas secas
Carne morta?

domingo, 1 de maio de 2011



De olhos famintos
Me leia com as mãos
E só depois...
Com a brasa na boca
rasgue meus versos
Se quiser o teu
melhor poema!